De Lisboa a Vila Franca de Xira

Aprovado novo percurso ribeirinho com 6km

Publicado em publico.pt,
19 de Março, 2021
Concurso para a obra foi aprovado e a deve estar pronta a tempo da Jornada Mundial da Juventude, em 2023
Share on linkedin
LinkedIn
Share on twitter
Twitter
Share on facebook
Facebook
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on telegram
Telegram

Concurso para a obra foi aprovado e a estrutura deve estar pronta a tempo da Jornada Mundial da Juventude, em 2023. Ficará assim completa a ligação ribeirinha de Cascais a Vila Franca.

 

“Isto é mais do que um passadiço”, diz Tiago Matias logo a abrir. No topo norte do Parque do Tejo e do Trancão, ainda em Lisboa, o vereador da Câmara de Loures aponta para o sapal que se estende a perder de vista e pede que se imagine o que será percorrer aquele espaço na estrutura de madeira que ali vai ser construída. “Vamos andar por cima de uma zona húmida com características ecológicas únicas.”

 

Se tudo correr como o vereador deseja, dentro de dois anos será possível ir de Cascais a Vila Franca de Xira a pé ou de bicicleta sempre junto ao Tejo. Faltam duas coisas para isso: uma ponte sobre o Trancão que Lisboa se encarregou de construir; o percurso daí em diante até à zona ribeirinha da Póvoa de Santa Iria.

 

Mais do que ligar dois pontos, o passadiço em madeira permitirá ligar dois mundos distantes, diz a arquitecta paisagista Catarina Viana, autora do projecto. “A cinco minutos do Parque das Nações parece que estamos a duas horas”, comenta. O sapal do Tejo é “um sítio absolutamente incrível” com “imenso valor ecológico” que agora ficará acessível, acrescenta.

Com 6,2 quilómetros de extensão, o passadiço ficará assente em estacas e elevado em relação ao sapal para não perturbar este rico ecossistema e para que não fique submerso em caso de cheias – e isto já considerando a expectável subida do nível do mar que se avizinha.

O percurso definido não é em linha recta. “O que nós quisemos foi passar devagar. Em vez de fazer os seis quilómetros só para passar, quisemos que as pessoas ficassem”, explica a arquitecta paisagista do atelier Topiaris. “Ondulámos o percurso para o atrasar, para que o sapal se possa ver de diferentes perspectivas”, diz Catarina Viana. Por outro lado, há zonas em que o passadiço se eleva ainda mais “para que fiquemos muito mais altos do que o rio”.

Este projecto vai “tornar a trazer as pessoas ao Tejo”, acredita Tiago Matias. O caminho tem sido longo. Há cerca de dois anos, a autarquia assinou protocolos com a Petrogal e a Tavares e Companhia – Cortiças SA para receber os terrenos junto ao rio e assim avançar finalmente para a concretização do Parque Ribeirinho de Loures, cujo único troço já aberto ao público fica em Santa Iria de Azóia e tem 740 metros. De então para cá o projecto esteve a ser analisado por várias entidades e foi sofrendo alterações para que o impacto no sapal fosse o menor possível.

Fonte: publico.pt

https://www.publico.pt/2021/03/10/local/noticia/unir-loures-tejo-percurso-passadico-1953906/amp

Share on linkedin
LinkedIn
Share on twitter
Twitter
Share on facebook
Facebook
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on telegram
Telegram

Outras Notícias

Outras Notícias